
A hérnia é uma das condições cirúrgicas mais comuns no Brasil. Ela ocorre quando um órgão ou tecido interno pressiona e atravessa uma área de fraqueza na musculatura ou parede abdominal. Apesar de parecer simples, uma hérnia não tratada pode evoluir para complicações graves. Neste artigo, explico como funciona a cirurgia, quando ela é necessária e o que esperar na recuperação.
A hérnia é formada quando parte de um órgão — geralmente uma porção do intestino — empurra uma abertura ou área enfraquecida da parede muscular do abdômen. Ela aparece como um abaulamento visível ou palpável, frequentemente acompanhado de desconforto ou dor ao esforço físico, tosse ou ao ficar em pé por longos períodos.
A cirurgia é o único tratamento definitivo para a hérnia. Em geral, ela é indicada quando a hérnia causa dor ou desconforto, quando está crescendo, quando interfere nas atividades do dia a dia ou quando há risco de encarceramento — situação em que o tecido fica preso e pode perder a irrigação sanguínea.
Atenção: se a hérnia ficar endurecida, muito dolorosa e não conseguir ser empurrada de volta ao lugar, procure atendimento de urgência. Isso pode indicar encarceramento ou estrangulamento, que são emergências cirúrgicas.
Em alguns pacientes com hérnias pequenas e sem sintomas, pode-se optar por observação cautelosa. Mas essa decisão sempre deve ser tomada junto com o cirurgião, levando em conta os fatores de risco individuais.
A cirurgia de hérnia pode ser realizada por duas abordagens principais: a técnica aberta (convencional) e a laparoscópica (minimamente invasiva). Em ambas, o objetivo é recolocar o conteúdo herniado no lugar correto e reforçar a parede abdominal — geralmente com o uso de uma tela cirúrgica (prótese de malha).
Na técnica laparoscópica, o cirurgião faz de 3 a 4 pequenas incisões (0,5 a 1,2 cm) no abdômen. Por essas incisões, introduz uma câmera (laparoscópio) e os instrumentos cirúrgicos. O procedimento é realizado com auxílio de um monitor e tem como grandes vantagens: menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, retorno mais precoce às atividades e cicatrizes quase imperceptíveis.
Na cirurgia aberta, é feita uma incisão maior diretamente sobre a hérnia. Pode ser mais indicada em casos de hérnias muito grandes, hérnias encarceradas ou quando o paciente tem contraindicações para laparoscopia. A recuperação tende a ser um pouco mais longa.
Com o uso de tela cirúrgica (hernioplastia com tela), a taxa de recidiva (retorno da hérnia) é inferior a 1-3%, o que é muito baixa. Sem o uso de tela (hernioplastia sem tela), a recidiva pode chegar a 10-15%. Por isso, na grande maioria dos casos, utilizamos telas de polipropileno ou materiais similares para reforçar a parede abdominal e garantir um resultado duradouro.
Na Clínica Vidha, realizamos cirurgias de hérnia pela técnica laparoscópica e aberta, conforme a melhor indicação para cada paciente. Atendemos nas unidades da Barra da Tijuca (Av. Ayrton Senna, 3000) e Duque de Caxias (Rua Marechal Deodoro, 392). Se você tem uma hérnia e está em dúvida sobre o melhor momento para operar, agende uma consulta e conversamos sobre o seu caso.

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Artigo escrito por Dra. Mariana Hassan — Cirurgiã Geral
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Sobre a autora
Cirurgiã Geral
Dra. Mariana Hassan é cirurgiã geral especializada em cirurgia minimamente invasiva, com ampla experiência no tratamento de hérnias abdominais e procedimentos laparoscópicos. Atende nas unidades da Clínica Vidha em Barra da Tijuca e Duque de Caxias.
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